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Em Marketing Online e Sites de Busca

Google e Yahoo insistem, mas as pedras no caminho persistem

Fonte: Redação

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“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, esse pode ser o novo jargão usado para definir as negociações entre dois dos mais poderosos sites de buscas dos Estados Unidos e Europa, o Google e o Yahoo.

O caminho? A liderança no mundo de search marketing que corresponderá a cerca de 90% do “paid traffic” nas mãos de duas ou até uma ferramenta de busca da internet, caso ocorra. A pedra no meio do caminho? Bom, essa na verdade representa milhões de pequenos pedregulhos que são as agências de publicidade desesperadas com o previsível monopólio do Google, mas encabeçadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que adiou a finalização do acordo para maiores investigações.

Para os milhões de internautas indiferentes ao fato, a parceria, anunciada pelas duas empresas em junho desse ano, implica na vendas de espaço publicitário por parte do Google através do site Yahoo. O medo da concorrência é que o preço da publicidade passe a ser manipulado pelas duas empresas, que são acusadas de estipular um valor mínimo para os anúncios. O “deal” faria com que a concorrência se tornasse desleal, já que a determinação dos preços estaria à mercê da liderança, que, portanto, sujeitá-los-ia a um aumento.

O lado do internauta também deve ser levado em consideração: os sites que despontarão na lista dos TOP 5 do Google e do Yahoo seriam aqueles que têm mais dinheiro para gastar com publicidade. Quem usa a internet para encontrar serviços diversos como revendedoras de veículos, empresas de mudança, imobiliárias e lojas de móveis não vai deixar de ser atendido. Entretanto, a relevância do resultado da primeira página dos sites de buscas estaria diretamente relacionada ao poder financeiros dos anunciantes. A busca orgânica, então, passa para um segundo plano.

A Microsoft é outro pedregulho no meio do caminho. Com um passado de acusações de práticas desleais de comércio encaminhadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a empresa de Bill Gates lançou um plano contra a tão falada parceria Google-Yahoo. A World Association of News Paper e a União Européia também fazem parte da pedra no caminho. A finalização já foi adiada duas vezes, uma para o começo de outubro de 2008, e outra para o fim do mesmo mês, por conta da pressão da oposição.

 Debaixo do Slogan “Don’t be Evil”, o Google defende o seu lado alegando que os preços dos anúncio, ao contrário do publicado, será definido pelos anunciantes por um processo de leilão. De acordo com o economista-chefe da ferramenta de busca que domina 63% do mercado de search nos Estados Unidos e Europa, o Google, as duas empresas envolvidas no acordo não terão acesso aos preços uma da outra. Ele também afirmou em entrevistas que a medida vai, na verdade, auxiliar os anunciantes no desempenho de suas campanhas.

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