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Buscadores de Buscadores

31/03/2008 - 09:45

Por Alexandre Sanches Magalhães

Alexandre Sanches Magalhães - Colunista do SEMBrasil

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Recentemente conheci um brasileiro que criou uma ferramenta que consegue construir melhor uma estratégia de busca, facilitando a procura do internauta. Essa ferramenta é voltada para o mercado B2B.

Há algum tempo, talvez séculos, a profissão era passada de pai para filho, enquanto as mulheres preparavam-se para casar, ter e cuidar dos filhos. Um ferreiro tinha grande chance de ter filhos que iriam seguir seu oficio. Um luthier ensinava seus filhos homens a construir instrumentos musicais, enquanto um caçador de baleias levava seu filho consigo em suas caçadas desde muito cedo.

Na era industrial, principalmente com a indústria automobilística, fragmentou-se o trabalho e cada trabalhador passou a fazer parte de um todo, rompendo com o domínio da totalidade de sua arte, como era o caso dos ofícios passados de pai para filho.

Mais recentemente, a indústria passou a adotar a terceirização e quarteirização, transferindo atividades, antes realizadas internamente, para outras empresas. Hoje há muitas empresas que abrigam outras empresas dentro de sua própria planta, tamanha a proximidade na produção entre ambas.

Recentemente conheci um brasileiro que criou uma ferramenta que consegue construir melhor uma estratégia de busca*, facilitando a procura do internauta. Essa ferramenta é voltada para o mercado B2B, concentrando o nome técnico de todos os produtos industrializados do mundo, em diversos idiomas, ajudando os usuários que não dominam o inglês, idioma usado no comércio exterior, a encontrar a melhor estratégia de busca, o nome técnico perfeito. A partir do momento que encontra a correta nomenclatura para realizar a pesquisa, o internauta escolhe um site de busca de sua preferência (Google, Yahoo!, MSN etc) e conclui seu trabalho. É como se houvesse uma terceirização do trabalho dos sistemas de busca, mas não um novo concorrente.

A idéia é interessante, pois resolve uma questão importante para os mecanismos de busca, qual seja, a de entregar milhares de respostas para uma busca, muitas vezes sem relevância para o interessado. Melhorando a estratégia de busca, o usuário fica mais feliz com os resultados e o site de busca final também tem suas vantagens, especialmente a de realizar seu trabalho mais rápida e precisamente.

Se o buscador entregar respostas mais relevantes, poderá também ofertar produtos e serviços mais atraentes para a pessoa que os busca, deixando de ser um estorvo para o usuário e tornando-se parceiro dele.

Voltando ao exemplo das fábricas, o que o site de busca terceirizado faz é entregar a peça especificada para que o aparelho ou máquina seja montada rapidamente. O contrário disso é o operário ter de procurar em uma caixa com vários modelos e tamanhos de parafuso, aquele que resolve sua situação naquele momento. Sem dúvida, ele achará um modelo específico entre dezenas de peças similares, mas ficaria muito mais simples se a peça necessária para a montagem da máquina fosse entregue corretamente em suas mãos e ele pudesse concentrar-se apenas em montar a máquina.

Do ponto de vista da lógica dos sites de busca, que é o de organizar a informação e entregá-la de forma relevante ao usuário, faz todo sentido que surjam maneiras de ajudar ao usuário nessa busca. Os próprios buscadores poderiam tentar melhorar a forma de achar a melhor estratégia de busca, mas eles são generalistas demais para entender de todas as informações e atividades humanas. Por causa disso, o surgimento de um sistema de busca auxiliar, que já cadastrou 500 mil produtos e normas técnicas, pode indicar uma tendência para o futuro: usarmos instrumentos menos genéricos e mais focados para resolver nossos problemas. Especialmente em buscas profissionais e/ou técnicas.

* Pierre Grossmann criou o B2Bwebfinder, que pode ser usado gratuitamente acessando-se o www.pti.com.br e clicando-se no link B2B Web Finder.

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Comentários

1 pessoa(s) comentaram até agora

Clayton Tenório (anônimo)

18/04/2008 - 10:27

Muito interessante este artigo. É fato percebermos como a segmentação está se tornando cada vez mais apurada. Long long Tail !

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