Criar um site que seja indexado pelos buscadores é cada vez mais importante. Você já deve ter ouvido falar que as taxas de cliques em banners publicitários são baixas. Uma das razões para isso é que as pessoas não navegam mais aleatoriamente pela internet, elas buscam e acessam exatamente o que querem.
Hoje em dia, a forma mais utilizada para se encontrar serviços, produtos e empresas na internet são os sites de busca, mais notadamente o Google. Por isso, criar um site que seja facilmente indexado pelos buscadores é cada vez mais importante.
Isso mesmo. Criamos sites para pessoas e para máquinas, já que o Google, como a maioria dos buscadores, utiliza-se de um “robô” para varrer e catalogar bilhões de páginas na internet. Para selecionar qual é a mais relevante para a busca realizada e em que posição será exibida na página de resultados, Google, Yahoo! e companhia utilizam-se de sofisticados algoritmos matemáticos que definem, baseado em seu termo de busca, qual o site mais relevante. Essa tecnologia, inclusive, já é utilizada também em sites de notícia, que aboliram o “fator humano” e indexam as notícias da mesma forma que indexam sites. Por isso, boa parte das visitas ao site de sua empresa é de máquinas checando seu conteúdo e não pessoas.
Mas quais os cuidados que um designer deve tomar ao criar um site para que ele saia otimizado para buscadores?
Como já dizia Jakob Nielsen, o papa da usabilidade na internet, “O Flash é o ópio dos webdesigners” (Flash é um software que permite o desenvolvimento de sites com recursos sofisticados de animação). Essa afirmativa deve ser levada ao extremo quando consideramos que os robôs que vasculham a internet em busca de páginas a ser indexadas só consideram texto, não imagens. Isso mesmo: aquele site super-moderno que você criou em Flash, com mil animações, fontes exclusivas, janelas deslizantes e que ganhou prêmio em todos os festivais de publicidade e design não será indexado pelo Google e Yahoo!. Ou seja, a menos que saibam o endereço de cabeça, 16 dos 32 milhões de pessoas que tem acesso a internet no Brasil, não saberão que seu site existe, pois 50% dos usuários de web chegam a um site através de um buscador.
Você já reparou que sites de e-commerce são simples, diretos e sem firulas? Pois é, além de facilitar a navegação, eles são facilmente indexados. Amazon e Buscapé são bons exemplos. Porém, há casos que inevitavelmente o Flash é o único recurso para atingir de forma eficiente as expectativas do seu público-alvo. Você já imaginou o site da Nike ou Coca-Cola sem animações? Nem eu.
Em suma, avalie as reais necessidades de uma tecnologia mais sofisticada, caso contrário dê sempre preferência à simplicidade e praticidade. Um site que eu gosto muito e sempre cito em minhas palestras é o da Victoria Secret’s: apesar explorar bastante o uso de imagens, até pela natureza do produto, ele não abusa de tecnologia e é bastante amigável em termos de navegação.
Um outro ponto importante que ainda é desprezado pela maioria das empresas e webdesigners brasileiros é a questão da acessibilidade: poucos são os sites produzidos no país que atendem a padrões internacionais de acessibilidade para pessoas com deficiências visuais, motoras ou auditivas.
Por exemplo, será que as combinações de cores de fonte e fundo de seu site são adequadas para uma pessoa com dificuldades em distinguir cores? Suas imagens possuem legenda, para pessoas que usam softwares de leitura de página? É possível navegar em seu site sem usar o mouse, só com o teclado, como fazem as pessoas com dificuldades motoras?
Os padrões que seu site deve seguir são os recomendados pelo World Wide Web Consortium (www.w3c.org) e há diversas ferramentas online e gratuitas para você mesmo testar a acessibilidade do seu site.
Antes que me crucifiquem, quero deixar claro que o Flash sem dúvida pode enriquecer o conteúdo de um site e irá contribuir muito para qualidade do produto final. Mas considere-o mais como um elemento, do que como a base de toda sua criação.
Ressalto ainda que para obter boas colocações no posicionamento da página de resultados dos sites de busca, o design e a tecnologia de programação são apenas dois dos diversos fatores a serem considerados: o conteúdo tem papel primordial, assim como os links externos (sites que apontam para o seu) e internos (links entre as próprias páginas do site).
E, em se tratando de conteúdo, um cardápio de restaurante é uma boa metáfora para se utilizar ao pensar a distribuição do conteúdo dentro do projeto: os pratos no menu são divididos em entrada, principais e sobremesas. Os pratos principais podem ser subdivididos em massas, carnes e peixes, por exemplo. Além disso, muitos restaurantes incluem em destaque no cardápio as sugestões do chefe ou especiais do dia. Tudo para ajudar você a encontrar o que quer mais rápido. Por isso, ao se trabalhar o design de um site, tomar um cuidado extra com a arquitetura de informação (a forma como será distribuído e acessado o conteúdo) é fundamental.
Enfim, pode parecer complicado, mas criar um site otimizado, acessível e amigável é mais simples do que parece: antes de começar a trabalhar lembre-se que uma imagem vale por mil palavras; mas seu site demora para carregar e ela não te ajuda a ficar bem posicionado no Google.
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Comentários
2 pessoa(s) comentaram até agora
Anderson, André (anônimo)
01/09/2007 - 10:08
Bom dia, necessito de uma informação, gostaria que se possível me retornassem uma resposta.
Preciso saber que tipos de sites as pessoas mais acessa.
paula (anônimo)
12/06/2008 - 15:09
legau
Avisos
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