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HOME > ENTREVISTAS > MINI-ENTREVISTA AUGUSTO CAMPOS
Nesta mini-entrevista, Augusto Campos foi questioado sobre a relação entre as técnicas de otimização dos sites com fenômeno dos blogs corporativos e Augusto traz coisas bastante interessantes que precisam ser consideradas na hora de criar as retrancas para esta reportagem, as quais destaco em vermelho. Ele também recomendou alguns links interessantes escritos por ele que representam conselhos preciosos para quem quer ser blogueiro de peso, mas deixo tais dicas para um próximo post
Link original: http://ceilasantos.blogspot.com/2008/05/augusto-campos-o-criador-do-br-linux.html
1- As técnicas de SEO ajudaram muitos blogueiros a adotarem convenções da imprensa como o lead de uma notícia em função do uso das palavras-chave. Essa transformação também poderia acontecer com os blogs corporativos? Como a técnica de SEO pode influenciar a evolução dos blogs institucionais, que hoje continuam ainda tão impessoais e inexplorados?
Sem dúvida esta transformação pode ocorrer, mas creio que antes de entender e adotar o SEO, os blogs corporativos ainda têm passos anteriores a cumprir, como as questões do foco e do interesse. Algumas empresas parecem entender bem o conceito, e fazem blogs realmente interessantes, mas outras continuam publicando material sem diferencial, sem alma - e aí o SEO ajuda pouco, porque mesmo que o leitor chegue à página procurando por algo no site de buscas, a página não terá o que lhe interessa. Neste caso, seria melhor aplicarem SEO aos seus websites tradicionais, e não aos blogs corporativos sem sal.
Em outra escala, é a mesma coisa que ocorre com blogs pessoais: o conteúdo é o rei, ou pelo menos é o primeiro dos reis. E com um rei forte, o SEO pode ser o primeiro-ministro, ou - preferencialmente - ser apenas o ministro da fazenda. Se o blogueiro começa pensando em SEO e monetização, e não em conteúdo original e interessante, a chance de dar muito certo já se reduz bastante.
2- Acredita que os blogs corporativos têm potenciais para tornarem-se referências de conteúdo na área de TI no Brasil?
Não, não acredito. Acredito no modelo de blogs, e acredito que algumas organizações e gestores terão condições de sustentar seus blogs mantendo interesse do público, mas - assim como a lambada e as polainas - acredito que a onda do blog corporativo como vemos hoje vai passar, mesmo que ainda não tenha atingido seu auge. Por todo canto vemos empresas e equipes de publicidade experimentando com esta nova mídia sem chegar a compreendê-la, e quando a onda do momento não for mais essa, elas vão experimentar com outras coisas e deixar o "blog corporativo" pra trás. Os que sobrarem, na minha opinião, não serão chamados de "blog corporativo". Serão blogs, simplesmente, com o diferencial de pertencer a uma corporação ou a um gestor
3-As técnicas de SEO sempre terão sentido ou somente enquanto sistemas de busca como Google dominar a dinâmica da internet?
Existe o SEO pelo SEO, e o SEO que enriquece o próprio conteúdo. Quando empregadas com critério, as técnicas de enriquecimento do título com palavras-chave, adoção de leads, destaque aos trechos mais significativos e outras tantas, bem conhecidas, enriquecem a experiência do leitor, não servindo apenas para benefício do site de busca ou da indexação. Tudo depende de saber dosar! Mesmo enquanto o Google tem este papel importante na direção do tráfego da Internet, escrever o site pensando primariamente nele, e deixar o leitor em posição secundária, é um exagero que bastante gente acaba cometendo.
4- Como enxerga a publicidade de nicho? Acha viável que canais de nicho participem da cadeia offline com o intermédio das agências, que atendem os anunciantes?
Acho viável, mas com limites. A capilaridade e a presença representativa em nichos têm os seus retornos, mas o custo de administrar as diversas variações é alto, assim como também é caro customizar as peças para cada público, ou até mesmo selecionar os nichos que devem ser alvo da campanha. Equilibrar todas estas variáveis faz parte do papel cada vez mais complexo de quem faz acontecer a publicidade, e creio que a decisão crucial aí é qual o limite da capilarização.
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