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Em Mercado SEM
O SEM no nosso dia-a-dia
25/04/2007 - 10:25
Por José Abilio Queiroz







Outro dia, já no final da noite e cansado, cheguei em casa e lembrei que tinha esquecido de comprar o presente de casamento de um amigo que seria na próxima sexta. Tinha exatamente dois dias!
Peguei um daqueles bilhetinhos no verso do convite, e entrei no site de uma das lojas que os noivos tinham deixado a lista de presentes pra ver o que eles ainda não tinham ganhado. Obviamente, e sem surpresa alguma, sobraram só os mais caros. Como já disse um sábio no passado: “Deus ajuda quem cedo madruga”, decidi aceitar este ditado ao meu contexto, e lá fui eu digitando o endereço do site de comparação de preços que trabalho. Achei o produto, tinham 6 ofertas para o mesmo modelo. Preços que variavam perto dos 35%, uma diferença bem grande, em se tratando de um Eletrodoméstico. Comprei e mandei entregar com um bilhetinho com aqueles dizeres bem clichê!
Na manhã do dia seguinte, com aquela sensação de dever cumprido, liguei no horário combinado pra concessionária na qual havia deixado o meu carro para a revisão dois dias antes. Fui informado que infelizmente só poderia retirar o carro no sábado. Resumindo, resolvi buscar uma locadora usando o Google para trabalhar naquele dia e ir ao casamento.
Ao fazer a busca alternei meu olhar entre os resultados naturais da busca do Google e os anúncios de link patrocinado. Entrei no site de uma grande locadora, a partir do link patrocinado, li as diversas opções no site, liguei e aluguei um veículo, com uma taxa aparentemente muito boa, peguei um táxi e fui buscar meu carro.
O taxista fez um caminho bem diferente do que costumeiramente faço, nele descobri uma outra locadora (de uma grande rede) e que na fachada tinha uma faixa imensa com uma promoção incrível para a diária. Na verdade, o incrível mesmo era eu não ter visto isso antes. O mais incrível ainda era como não havia visto essa promoção quando pesquisei no Google.
Depois que peguei o carro que já havia alugado, cheguei ao escritório repeti a consulta que fiz em casa. Incrível, aquela locadora com o preço bem mais em conta, estava anunciando no Link Patrocinado do Google.
Observei então que dois pontos foram cruciais para que eu perdesse aquele preço bem mais baixo, e, consequentemente a loja perdesse uma venda:
1- Na busca natural a empresa estava somente no final da segunda página das pesquisas;
2- O anúncio feito no Google estava muito bem posicionado, só que a descrição dele era completamente institucional. Esqueceram de colocar o que mais me chamaria a atenção, a Promoção;
Gostaria muito de sugerir àquela locadora algumas mudanças na sua estratégia on-line que podem ser adotadas por dezenas e até centenas de empresas no Brasil.
Otimização, hoje um dos recursos com melhor custo X benefício que tenho conhecimento. A Otimização permite que todo o site seja adequado aos padrões de leitura dos buscadores, facilitando assim, a indexação das páginas, e consequentemente o posicionamento noss resultados provenientes da busca natural. O “Mundo Ideal” seria que este trabalho de Otimização fosse realizado na concepção do site, adequando toda estrutura, layout, textos, links para um melhor desempenho nos mecanismos de busca.
Um outro problema, direcionado aos links patrocinados que venho percebendo, é que de uma maneira geral as empresas utilizam as 4 linhas, entre título e URL, de uma forma muito institucional, sem apelo promocional algum. O mais curioso é que na fachada da locadora tinha uma faixa muito grande, que chamava muito a atenção, e no anúncio no site de busca, parecia que era um anúncio de lista telefônica. Os links patrocinados devem utilizar mensagens diretas, curtas e com apelos promocionais fortes. Assim, os resultados em conversão serão muito melhores. Em contra partida, é muito importante que o site para qual o usuário será direcionado também tenha a mesma mensagem, que complemente mensagem do anúncio, reduzindo com isso a dispersão, e otimizando ao máximo o retorno do investimento.
A minha história acima mostra um exemplo de como nós, consumidores utilizamos as buscas no nosso dia a dia, na busca por produtos e serviços, e principalmente, como as empresas devem usar as ferramentas de SEM. As ferramentas de busca, e os comparadores de preço têm se mostrado nas recentes pesquisas, como os canais mais utilizados pelos consumidores para aquisição de novos produtos e serviços. Entretanto, é necessário utilizar o SEM com critério, afim de rentabilizar ao máximo cada centavo de investimento.
Existe uma grande diferença entre sua empresa estar na Internet, e usar da Internet pra vender mais. Qual delas é sua empresa?
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Comentários
8 pessoa(s) comentaram até agora
Flávia Domingos (anônimo)
25/04/2007 - 11:13
Acho que com o monstruoso aumento aos acessos on-line, qualquer pessoa acha que sabe e pode se beneficiar da facilidade do e-commerce. E garanto que existem milhares de "locadoras de veículo" espalhadas no mundo virtual.
Roberto Faria (anônimo)
16/05/2007 - 11:34
Olá André, muito bom seu artigo. Queria saber como que você sugere que este desafio seja vencido, num país onde ainda se usa pouco a Internet. Que ações específicas podem ser feitas a curto e médio prazo?
Abraços
Thiago Bacchin
22/05/2007 - 10:24
Realmente as coisas estão indo bem rápido no mercado online.. As agências digitais também estão sendo compradas ou estão comprando..
Em fevereiro a Aegis Group comprou a AgenciaClick (http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo.jsp?origem=home&IDconteudo=88834), e ontem a A.1 anunciou a aquisição da Invision (http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo.jsp?origem=home&IDconteudo=92166).
Quem será a próxima...?!
[]s
Andre Anderson de Aguiar Calixto Neto
22/05/2007 - 17:51
Ainda acho que os sites de buscas, tem muito a melhorar. principalmente nas buscas avançadas. Os perfis de opções são muito vagos. Falta opções mais dinamicas e objetivas. Não adianta comprar a concorrencia e nao otimizar o serviço. Se continuar assim teremos uma empresa com varios nomes, e nenhuma diferencial!
Rafael Ritter (anônimo)
22/05/2007 - 19:46
André, concordo contigo mas acho que o buraco é mais em baixo. Estamos vendo o momento mais borbulhante deste mercado e como disse o Gustavo muita coisa vai acontecer. SEO e SEM são as ondas do momento e todas as empresas estão fazendo o possível para surfá-la por mais tempo e da melhor forma. Depois que a onda passar a tendência é o mercado dar uma acalmada e só aí iremos ver se a realidade consolidada irá ou recompensar todos esses investimentos. Caso contrário teremos mais uma geração de novos milionários dando risada e grandes empresas com sorriso amarelo.
Andre Anderson de Aguiar Calixto Neto
24/05/2007 - 23:33
Concordo Rafael, mas são essas criticas que fazemos que fará com que essa grande onda traga enorme vantagens, para os investidores, e principalmente para nos consumidores. Afinal somos nos que com a opnião, ajudamos os investidores a remarem a favor da maré. Estamos de olho!
Josue Gimenes (anônimo)
28/05/2007 - 10:44
É André também concordo mas digo uma coisa, essa briga está sendo muito boa para que se preocupem em melhorar cada vez mais suas tecnologias e conseqüentemente dispor de mais criatividade para seus consumidores. Penso que muitas empresas estão nessa briga, mas principalmente esses três (Google, Yahoo e Microsoft) estão preocupados em não perder seu status uma para a outra.
http://www.grifemidia.com.br/blog
Carlos R. (anônimo)
30/05/2007 - 19:37
Olá Abílio, concordo com você, boas dicas.
Você, que trabalha em um comparador de preço, o Já Cotei, acha que a qualidade do click de um visitante vindo do comparador de preço é melhor do que o vindo do site de busca normal?
Avisos
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