Revista AMANHÃ - Mecanismos que organizam as informações e os produtos disponíveis na rede, os sites de hipermediação, nasceram para facilitar a vida dos usuários. O site conduz o internauta até o destino, evitando que se perca nos milhares de corredores virtuais do caótico mundo da web. Nesse promissor nicho de negócios se sobressaem, no Brasil, sites de hipermediação que se tornaram populares fazendo comparação de preços entre as lojas que vendem na web como Buscapé, Shopping UOL e Mercado Livre. No mundo, o mais conhecido hipermediador é o Google, acessado diariamente por oito em cada dez brasileiros.
Com a rede mundial, o consumidor pode escolher sozinho, entre as centenas de possibilidades, qual produto comprar – na comodidade de sua casa. No Brasil o comércio eletrônico dobrou nos dois últimos anos e deve terminar 2007 com vendas turbinadas em 45%, pelo menos.
Atualmente o Google é a marca mais valiosa no mundo e ícone do fenômeno da hipermediação. “Esses serviços de busca têm uma enorme importância, uma vez que as ofertas na internet crescem exponencialmente e eles organizam e facilitam o encontro de qualquer coisa, de forma rápida.”, opina o consultor do comitê de varejo eletrônico da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net), Gastão Matos. “O peso dos buscadores só tende a crescer, e essa é uma audiência objetiva, porque o consumidor já sabe o produto que quer comprar”, reforça Matos.
O Mercado Livre buscou se diferenciar adotando um sistema de mediação entre os internautas dispostos a comprar ou vender artigos entre si. Ele é um dos casos de maior sucesso entre os hipermediadores do Brasil. No ano passado, as operações feitas pelo Mercado Livre somaram US$ 1,1 bilhão, o que equivale a mais de 25% do total movimentado pelo comércio eletrônico no país. Para o diretor-presidente do site, Stelleo Tolda, entre os fatores que explicam o sucesso do hipermediador estão os investimentos em marketing on-line e a diferenciação de abordagem ao permitir a interação entre os internautas. “O próprio conceito de hipermediação nasceu na web, a partir de uma demanda natural por aproximação entre as pessoas”, afirma.
Uma pesquisa divulgada em 2006 pelo Google revelou que no Brasil 92% dos internautas usam buscadores quando querem comprar algum produto. Destes, 61% acabam finalizando a compra diretamente pelo internet.
Além dos valores cobrados pelas transações, há o faturamento com a publicidade online. Eles incluem desde os conhecidos “banners” das lojas virtuais até ofertas exclusivas de lançamentos ou promoções que envolvem os produtos mais procurados pelos internautas. “O consumidor que freqüenta os sites de busca está com sua decisão praticamente tomada. É por isso que eles acabam sendo uma ferramenta muito eficiente para o anunciante”, destaca o diretor comercial e de publicidade do UOL, Enor Paiano.
Estar entre os líderes ou associado a um grande portal de informação, como acontece com o Shopping UOL, pode fazer a diferença na hora de captar publicidade. Apesar da audiência crescente na internet, até agora só 2% do bolo publicitário é destinado à web. O vice-presidente da DM9DDB, Paulo Queiroz, afirma que 90% dos clientes da agência da publicidade que anunciam na web optam por investir em três ou quatro sites mais visitados. “As empresas sabem que para ganhar visibilidade na internet precisam aparecer nos principais sites de busca e comparação ou nos grandes portais de conteúdo”, reforça Queiroz.
Aliar os serviços de busca com a oferta de conteúdo é a proposta do portal gaúcho Hagah, lançado em abril de 2006, pelo grupo RBS de comunicação. As fontes de receitas do portal são variadas. A inclusão de um estabelecimento é gratuita, mas aqueles anunciantes que pagam aparecem em destaque durante as buscas realizadas pelo internauta. Os estabelecimentos pagantes recebem evidências estatísticas sobre as buscas realizadas em seus segmentos e sobre o número de vezes que o botão em destaque foi clicado.
Seguindo a lógica dos últimos anos, a tendência é que o comércio eletrônico, e tudo o que está relacionado à atividade, continue registrando altas taxas de crescimento.
REVISTA AMANHÃ Nº232 - JUNHO/2007
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Comentários
1 pessoa(s) comentaram até agora
Andressa Mello (anônimo)
21/11/2007 - 15:41
ACHEI LEGAL A PESQUISA BJUXXXXXXXXX!!!!
Avisos
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