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Mecanismo de Busca, essa estrela coadjuvante
17/09/2007 - 19:58
Por Alexandre Sanches Magalhães

Há oito anos acompanho de muito perto a internet, seus números e suas tendências. Há sete anos faço isso com olhar privilegiado de quem passa os dias olhando os dígitos de audiência da internet do IBOPE//NetRatings. Meu trabalho é prestar uma consultoria para empresas que querem trabalhar o ambiente on-line em seus negócios, sejam lojas de varejo, portais, pequenos sites de nicho ou grandes bancos varejistas. Não é exagero dizer que o Search Engine Marketing faz parte de meu dia-a-dia, minhas análises e recomendações aos clientes. Muitos deles já entenderam que não se fala mais em marketing, consumidor, CRM, venda, concorrência, distribuição e mais cinco páginas de palavras ou conceitos ligados ao negócio das empresas, sem olhar a importância dos buscadores nessa relação.
Os sites de busca ou mecanismos de busca são conhecidos dos internautas de todos os países. No Brasil, segundo dados do IBOPE//NetRatings, 80% deles usam pelo menos um buscador a cada mês, número que vai a 90% quando o período analisado é de três meses. Só não são tão populares quanto os portais, que devido à sua natureza horizontal, divulgando conteúdo de todos os tipos, atraem mais gente, cerca de 90% dos usuários de internet todos os meses.
Essa popularidade torna as ferramentas de busca estrelas da internet, apesar de serem vocacionados a auxiliar os internautas a encontrar conteúdos.
No Brasil, mais uma vez citando os dados de navegação residencial do IBOPE//NetRatings, a subcategoria Buscadores tem mais usuários mensais que as Comunidades (14,8 milhões contra 14,7 milhões de usuários residenciais), Messengers (14,2 milhões) e e-mail (14,3 milhões). Nos Estados Unidos, segundo a mesma fonte, a situação é similar, com um alcance um pouco maior (84% mensal) e um número de internautas quase dez vezes maior que no Brasil, devido, claro, ao tamanho da internet daquele país.
Usar um sistema de busca está tão presente no dia-a-dia dos brasileiros que não há nenhum grupo de usuários que se destaque no uso. Todos, de todas as idades, escolaridades, ocupações profissionais, sexo, em residência com muitos ou poucos moradores, domicílios com ou sem crianças ou adolescentes usam o mecanismo de busca com muita intensidade. E, para espanto de muitos, as ferramentas de busca não são apenas duas ou três. No Brasil, em julho de 2007, os dados do IBOPE//NetRatings indicam que os 14,8 milhões de pessoas que passaram pela subcategoria usaram 50 mecanismos diferentes. Claro, os maiores ajudam a milhões de pessoas, enquanto os menores auxiliam a algumas dezenas de milhares de internautas. Nos Estados Unidos, no mesmo período, foram 66 nomes diversos.
Apesar de ser um originário coadjuvante, a mesma fonte que citei anteriormente mostra que os brasileiros passam mais tempo nos sites de busca do que vendo notícias, por exemplo (27 minutos contra 23, em julho). É uma espécie de coração da web atual, que apesar de não ser o fim da navegação das pessoas, participa de todas as etapas e, sem eles, os internautas ficariam paralisados. É algo como se a estrada fosse mais importante que o destino.
Olhando esses números, talvez fique mais fácil de entender por que o mundo mudou com os sistemas de busca, por que a publicidade mudou com eles e, principalmente, por que as pessoas deixaram de ser tão fiéis a seus sites, lojas, jornais, revistas, blogs, fotologs, comunidades, montadoras de automóveis ou agências de viagem. Afinal, com um buscador à mão, o mundo ficou mais organizado.
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Comentários
2 pessoa(s) comentaram até agora
Luciano David (anônimo)
17/09/2007 - 21:43
Os mecanismos de busca possibilitam a análise de milhares de informações, o que humanamente seria impossivel num tempo hábil, mas ainda tem muita coisa a ser melhorada para estas ferramentas ficarem mais eficientes.
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Veja o SEO da sua página web
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Thiago Lobão (anônimo)
10/10/2007 - 17:38
Iniciativas como a análise do histórico de buscas e clicks, personalização e cross-behaviors com certeza trarão ainda muitos benefícios a busca. Algumas buscas especializadas também já solidificaram sua posição como por exemplo a busca de produtos e preços, imóveis e serviços. Atualmente a solução verticalizada ainda atende melhor as necessidades do usuário. Vamos ver o que o futuro nos reserva... Abs
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